Os sujeitos e seus contextos de aprendizagem

Título: Ludmila e a docência engajada na EPT
Fonte: Prosa (2025c)
Ludimilla, 35 anos, é engenheira civil e mestre em Engenharia Civil e Ambiental. Atualmente, atua como docente do curso técnico em Edificações na Escola Estadual Cidadã Integrada Técnica (ECIT) João Úrsulo, em Pedras de Fogo (PB). Embora esteja na educação há seis anos, não possui formação em licenciatura e enfrenta dificuldades para desenvolver práticas pedagógicas inovadoras que despertem o interesse dos estudantes e tornem o aprendizado mais significativo. Seu desafio é criar um ambiente participativo, que valorize os diferentes tempos e espaços de cada aluno.
Ludimilla também leciona em outra escola, em João Pessoa, e busca aprofundar seus conhecimentos sobre a EPT, enxergando na educação a distância uma aliada importante. Ao refletir sobre sua trajetória acadêmica, reconhece as dificuldades enfrentadas e valoriza as possibilidades oferecidas pelas tecnologias educacionais. Mulher negra, formou-se antes da implementação das ações afirmativas nas instituições federais, em um contexto majoritariamente branco e com poucas mulheres — realidade que ainda se repete em seu ambiente de trabalho.
Enquanto engenheira, mulher negra e docente de curso técnico, Ludimilla continua se percebendo como minoria e deseja compartilhar suas experiências e conhecimentos, fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os estudantes. Diante de sua trajetória e de seus propósitos, ela busca compreender melhor seu papel e desenvolver práticas educacionais mais coerentes e inclusivas em sua atuação pedagógica. Por isso, escolheu realizar este curso de EaD na EPT, no qual deposita grandes expectativas.

Título: Elisa e o trabalho colaborativo na EPT
Fonte: Fonte (2025d).
Elisa, 49 anos, é licenciada em Letras-Português e mestre em Educação. Atua como docente no Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) e, recentemente, assumiu um cargo de gestão que lhe trouxe novos e complexos desafios. Casada e oriunda da zona rural, possui uma rotina intensa, pouca familiaridade com dispositivos móveis e enfrenta dificuldades de conexão com a internet. Deseja, portanto, ampliar seus conhecimentos sobre o uso de espaços virtuais.
Desde que assumiu a função de gestora, Elisa sente a necessidade de se atualizar em relação à EPT. Grande incentivadora do trabalho colaborativo, valoriza o diálogo com a comunidade do IF - docentes, discentes, servidores e movimentos sociais que atuam na instituição. No entanto, tem percebido que muitos gestores não possuem preparo ou formação para uma gestão participativa, resultando em decisões nem sempre adequadas. Nessas situações, sente-se desamparada e enfrenta dificuldades para desempenhar seu trabalho como gostaria. Por isso, enxerga nesta pós-graduação em EaD na EPT uma oportunidade de fortalecer suas práticas e qualificá-las a partir dos aprendizados do curso.

Título: Ana Lúcia e o desejo de autar no ensino na EPT
Fonte: Prosa (2025e).
Ana Lúcia, 44 anos, é pedagoga, especialista em gestão escolar e servidora do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Jataí. Mora com a mãe e a filha, buscando conciliar o tempo entre trabalho, estudos e família. Durante a graduação em Pedagogia, tornou-se mãe, o que a levou a trancar o curso por um período. Ao retornar, porém, não encontrou um ambiente acolhedor: professores e colegas tiveram dificuldade em compreender suas ausências, demonstrando pouca sensibilidade e desconhecimento sobre os desafios de ser uma mãe jovem com uma rede de apoio frágil.
Apesar das muitas dificuldades, Ana Lúcia concluiu a graduação aos 29 anos, carregando marcas que a fazem refletir sobre como a educação pode se tornar um processo árduo e até violento quando não acolhe as necessidades e especificidades dos estudantes. Inspirada por sua trajetória, ela transforma sua prática profissional em um espaço que valoriza a diversidade de perfis e realidades dos estudantes. Agora, deseja alçar novos voos e ampliar seus conhecimentos por meio da especialização em EaD na EPT e atuar no ensino na EPT em alguma instituição.

Título: Roberto e os desafios da docência na EaD na EPT
Fonte: Prosa (2025f).
Roberto, 42 anos, é formado em Sistemas de Informação, especialista em Tecnologias de Sistemas de Informação e mestre em Informática. Docente do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Montes Claros, atua também no Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (CEAD). Além disso, leciona em uma instituição privada de EPT e já ministrou disciplinas na modalidade a distância. Como passará a dedicar-se integralmente à EaD, busca aperfeiçoar seus conhecimentos na área e aprender novas técnicas pedagógicas.
Roberto tem um filho pequeno e uma rotina bastante intensa. Domina o uso de dispositivos móveis e computadores desktop, o que lhe permite aproveitar suas “janelas de tempo” para se dedicar à especialização em EaD na EPT. Ele acredita que a educação a distância é uma poderosa ferramenta para reduzir desigualdades e democratizar o acesso à educação.