Os sujeitos e seus contextos de aprendizagem

Título: Dona Morgana e o Proeja
Fonte: Prosa (2025g).
Dona Morgana tem 65 anos e é uma mulher super ativa. Após fazer o curso do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja), ela se motivou para continuar seus estudos. Apesar de sua origem simples, das dificuldades com o uso das tecnologias e dos problemas de conectividade, ela pretende continuar estudando. Seu objetivo é concluir a faculdade e ela já está procurando uma especialização na EaD.
Título: Cauã e a valorização cultural
Fonte: Prosa (2025h).
Cauã é oriundo de uma comunidade tradicional. Indígena da etnia Guarani, ele mora em uma zona rural do nordeste brasileiro. Em sua terra indígena, trabalha com Educação do Campo e quer muito ampliar seu conhecimento para se tornar um profissional melhor a cada dia. Ele procura cursos on-line que valorizem a sua história e a sua cultura e, embora tenha uma certa dificuldade com as tecnologias, está muito disposto a aprender.
Os povos e comunidades tradicionais são formados por grupos de pessoas que têm uma cultura diferente da maioria da sociedade e que se organizam de um jeito próprio. Por serem culturalmente diferenciados e se reconhecerem como tal,
possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica
De acordo com Habitat para a Humanidade Brasil (2018, p. 2), no Brasil há 28 tipos de povos e comunidades tradicionais,
reconhecidos oficialmente em 2007 pela Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) e em 2019 pelo Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT)
Castanheiras, Ciganos, Extrativistas, Pantaneiros, Quilombolas, Ribeirinhos, Seringueiros e Indígenas são alguns exemplos desses povos. No que tange aos indígenas, de acordo com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), em nosso país temos 305 etnias e 274 línguas próprias (Brasil, 2022).
Indígenas: “povos originários do Brasil que possuem uma grande diversidade de línguas, culturas, organizações sociais e formas de relação com a natureza” (Habitat para a Humanidade Brasil, 2018, p. 2).
Etnia: refere-se a um “grupo humano que compartilha as mesmas origens, as mesmas tradições, a mesma língua e os mesmos traços morfológicos” (Mendes, 2025, p. 1). Uma etnia não é determinada por fatores exclusivamente biológicos, mas pela maneira como as pessoas se identificam e são identificadas no que tange a suas culturas.

Título: Camila e as novas tecnologias
Fonte: Prosa (2025i).
Camila é quilombola. Mora em um quilombo localizado no sul do Brasil e tem sede de aprender. Professora da EJA, trabalha com letramento digital e busca conhecer novas tecnologias para poder apresentá-las e utilizá-las com seus alunos.
Quilombolas: são os descendentes e remanescentes de comunidades que foram formadas por escravizados (os quilombos), entre o século XVI até a abolição da escravatura, em 1888, no Brasil. Nos dias atuais, as comunidades quilombolas se fazem presentes em todo o território brasileiro, onde é possível encontrar uma rica cultura, oriunda da ancestralidade negra, indígena e branca (Porfírio, 2025).