Aprendizagem de pessoas jovens e adultas: formação e mundo do trabalho

card do curso

Título: Você conhece o poeta brasileiro Manoel de Barros?
Fonte: Barros (2001).
Elaboração: Prosa (2025b)

De mãos dadas e olhos encantados por Manoel de Barros, iniciamos a discussão sobre como os adultos aprendem ao longo da vida: em ciclos, fases e etapas mutáveis de desenvolvimento e diversidade de aprendizagem. Relacionada ao mundo do trabalho, contexto central da EPT, a formação se processa de forma contínua, dinâmica, possibilitando experiências singulares aos jovens e adultos imersos nesta formação. 

Para conhecer mais sobre a história deste fantástico escritor brasileiro, indicamos o filme Só Dez Por Cento é Mentira - Manoel de Barros, desbiografia oficial, de 2018, que pode ser acessado pelo YouTube.

Atingir determinadas idades e se deparar com tantas demandas da vida adulta é sempre desafiante. Dialogando com o poeta, imaginamos que poderíamos manter a inocência, o lado lúdico e um olhar de curiosidade para a vida e para o conhecimento quando atingimos uma idade madura. Este olhar de criança, já sendo adulto, nos lembra a curiosidade epistemológica definida por Paulo Freire como a grande busca que aguçamos sobre o conhecer, que nunca cessa.

No tópico anterior, vimos como os aspectos biológicos, cognitivos, psicoemocionais, culturais, sociais e afetivos fazem parte do processo de aprendizagem e são mobilizados no desenvolvimento. Esse processo se inicia no nascimento e não se esgota. No sentido de compreender como jovens, adultos e idosos aprendem, lembramos de conceitos vygotskyanos sobre o acionamento e a operacionalização das funções psicológicas superiores (como atenção, memória, concentração) e zonas de desenvolvimento e aprendizagem que ocorrem no decorrer da vida, mediadas pela interação social, pela cultura, pela educação, pelo trabalho e por experiências vividas. 

No amplo contexto da EPT e das ofertas de EaD, consideram-se os processos de aprendizagem para os ciclos e faixas etárias que transitam entre meados e etapa final da adolescência, passando para o início da vida adulta e abrangendo, também, tempos da adultez e do envelhecimento. São etapas em que a inserção no mundo do trabalho, as ocupações e a trajetória profissional se fazem presentes e marcantes nos modos de existência e nas marcas identitárias do sujeito adulto trabalhador.

Título: Os princípios da Andragogia são incorporados ao contexto da EaD
Elaboração: Prosa (2025c).

A aprendizagem de adultos na EaD é associada aos princípios da andragogia. Você conhece este termo?      

A base da andragogia se manifesta pela autonomia e pela experiência do sujeito que aprende e compreende que aprende, tornando seu processo mais consciente e, por isso, mais autônomo. 

No contexto da EaD, frequentemente o educando é um adulto trabalhador, que se forma no curso que realiza enquanto trabalha, seja uma formação em serviço ou em cursos que oferecem aperfeiçoamento e/ou formação continuada. Nesse cenário, os princípios da andragogia são incorporados ao contexto da EaD, indicando que a aprendizagem se processará pela autonomia, pela participação mais ativa, por uma melhor organização do tempo, da rotina, do protagonismo e da interação do sujeito adulto.

A partir das teorias críticas, sócio-históricas e socioconstrutivistas que balizam os estudos e a formação neste curso, há de se ter em vista que as singularidades, capacidades e habilidades para aprender são mediadas no coletivo, em um processo mútuo de experiências oportunizadas democraticamente e intencionadas nos projetos político-pedagógicos das instituições de ensino e concretizadas nos planejamentos e nas práticas pedagógicas. 

A formação para o mundo do trabalho é dinâmica e complexa, pois promove em jovens, adultos e idosos o movimento de desenvolvimento de habilidades intelectuais, sociais e interpessoais, além de demandar racionalidade, maturidade, consciência crítica e autonomia – capacidades estas intencionadas em uma práxis emancipadora e transformadora. Para a EaD na EPT, propomos ambientes colaborativos, cooperativos e propositivos que inspirem as potencialidades de aprendizagem. Para tanto, o sujeito andragógico deve ser percebido como um ser pensante e pulsante – não como um indivíduo isolado em suas competências pessoais, mas como um sujeito da educação.

Para refletir: desafios de aprendizagem em storytelling

Convidamos você a realizar um exercício de criação. Já criou algum storytelling ou narrativa, com início, meio e fim, para apresentar alguma situação envolvendo um personagem?

Que tal criar uma história com um personagem adulto, que esteja convivendo com desafios de aprendizagem, pensando em um contexto educativo? Como resolver este desafio? Quais alternativas seriam possíveis e teriam êxito? Como esse adulto alcançou a aprendizagem? 

Para ajudá-lo no processo criativo, sugerimos o vídeo Aprendizagem crítica e criativa na cultura digital (2023) que contém uma aula ministrada pelo Prof. Daniel Mill.

Compartilhe sua história com seus colegas, professores e tutores e registre essa experiência no seu Memorial e/ou siga as instruções de seu tutor!