Os sujeitos e seus contextos de aprendizagem
Título: Maurício e os textos acessíveis
Fonte: Prosa (2025r).
Maurício sempre foi uma pessoa muito talentosa, desenha como ninguém e, além disso, é muito criativo. No entanto, às vezes tem dificuldade para compreender um texto devido à Dislexia e ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ele sempre comenta que textos muito longos e com uma linguagem rebuscada são desafiadores para ele. Sua mãe, que trabalha com EaD, sugeriu que ele fizesse um curso nessa área, e ele aceitou o desafio.
Tanto a Dislexia quanto o TDAH são classificados como Transtornos Funcionais Específicos (Brasil, 2008) ou transtornos de aprendizagem (Brasil, 2021).
A Dislexia é definida pela International Dyslexia Association (IDA) como um transtorno específico de aprendizagem que tem origem neurobiológica, caracterizado por dificuldades na precisão e fluência do reconhecimento de palavras, na decodificação e na soletração. Tais dificuldades geralmente se apresentam em forma de um déficit no componente fonológico da linguagem. A dislexia pode incluir também dificuldades de compreensão dos textos e dificuldades com a leitura, podendo interferir no desenvolvimento do vocabulário e no conhecimento em geral (IDA, 2002).
O TDAH é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Silva (2009) explica que esse transtorno tem origem em um “trio de base alterada”: alterações na atenção, na impulsividade e na velocidade da atividade física e mental. Há três tipos de TDAH: o predominantemente desatento, o hiperativo e impulsivo e o combinado, com características de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Não se trata exatamente de um déficit, mas de uma instabilidade na atenção, pois, quando há a motivação, ocorre o hiperfoco, que se caracteriza por uma concentração extrema naquilo que desperta o interesse da pessoa que apresenta esse transtorno (Silva, 2009).

Título: Carolina e o respeito às especificidades de suporte
Fonte: Prosa (2025s).
Carolina é uma pessoa muito estudiosa, perspicaz e metódica. Segue sempre um ritual para se organizar com as tarefas da casa. Embora tenha uma certa dificuldade de comunicação e o contato com muitas pessoas possa ser desafiador, isso não ocorre em espaços virtuais. Carol tem um transtorno chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA), adora lidar com as tecnologias e tem grande interesse em trabalhar com a EPT como formadora em cursos na EaD.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação social – socialização, comunicação verbal e não verbal – e comportamental – interesse restrito, hiperfoco e/ou movimentos repetitivos. Não há um único tipo de TEA, mas diferentes subtipos do transtorno, classificados em três níveis de suporte (1, 2 ou 3), de acordo com a necessidade de assistência individual. O nome do transtorno traz o termo “espectro” devido à abrangência dos tipos de suporte necessários. A Lei nº 12.764/2012 (Brasil, 2012), para todos os efeitos legais, considera o TEA como uma deficiência.