Capítulo 2
Neoliberalismo, neotecnicismo e Gestão da EPT
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No capítulo anterior, abordamos a concepção de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) integral e integrada a partir da educação politécnica, analisando os conceitos de Estado, estrutura e aparelho escolar em relação à função de gestão escolar. Também discutimos as especificidades da gestão escolar e a contrastamos com outras concepções, refletindo sobre seus desafios e suas possibilidades dentro da EPT.
Neste capítulo segundo, o fio condutor é a história. Nosso objetivo principal é analisar o processo de constituição do capitalismo brasileiro, situando a Educação Profissional na estrutura dependente que o caracteriza. Com isso, será possível observar a EPT integral e integrada como demanda histórica das lutas de classes populares e localizá-la no âmbito da atual fase de desenvolvimento capitalista neoliberal. Isso permitirá cumprir os dois objetivos específicos do capítulo: primeiro, analisar as formas de gestão da EPT hegemonicamente alinhadas ao neoliberalismo; e, segundo, observar as potencialidades das formas de gestão que se estabeleceram na crítica ao neoliberalismo, entre elas as que partem da perspectiva politécnica.
Levantamos, assim, duas questões básicas a serem refletidas e respondidas ao longo do desenvolvimento do capítulo:
- Quais as contradições históricas da formação social brasileira que implicaram em políticas específicas de EPT?
- Que contribuições da educação politécnica possibilitam posicionamentos críticos às formas neoliberais de gestão da EPT?